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Prefácio

Adélia Borges

Crítica, historiadora de design e curadora independente.

Com grande alegria aceitei o convite para fazer o prefácio deste livro. o laboratório o imaginário é não apenas a mais longeva iniciativa da academia no Brasil de aproximação entre designers e artesãos, mas também a mais constante e consistente. Acompanho seus trabalhos de perto, e é gratificante ver a continuidade e o fortalecimento da iniciativa. Ao publicar este livro compartilhando sua trajetória de duas décadas – imagino o esforço de síntese que fizeram, para conseguir chegar a esse resultado – o imaginário está contribuindo para a geração e disseminação de conhecimento. Temos muito a aprender com esse relato – e quando uso a primeira pessoa do plural para fazer essa afirmação me refiro a nós brasileiros e também a leitores situados em outras latitudes e longitudes.

 

[...]

Seguramente não é por acaso que o laboratório tenha surgido em Pernambuco, terra de Aloísio Magalhães e de Janete Costa, sábios visionários que nos apontaram importantes caminhos no campo da associação entre cultura e desenvolvimento. O Estado soube ao longo dos anos implantar políticas públicas para alavancar o setor. Uma de suas realizações é a promoção da Fenearte, Feira Nacional de Negócios do Artesanato vencedora do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2019, na categoria “Iniciativas de Execução no Campo do Patrimônio Cultural Imaterial”.

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             Ao longo dos anos, a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelo laboratório o imaginário em eventos cujos temas transitam pelos campos de design, tecnologia, cultura e artesanato sempre suscitaram interesse dos participantes em compreender melhor a forma de operar o modelo de intervenção de design no artesanato desenvolvido pelo Laboratório. Contudo, nessas oportunidades havia sempre a vontade de detalhar o processo, o desejo de explicitar mais e melhor as experiências do Laboratório, por vezes omitidas, em função do tempo limitado para as  discussões ou a delimitação das temáticas. Este livro vem complementar a obra Imaginário Pernambucano: design, cultura, inclusão social e desenvolvimento sustentável, editada em 2006. Naquele primeiro relato, o foco da narrativa estava centrado nas experiências vivenciadas entre as comunidades produtoras de artesanato, a equipe do Laboratório e Instituições públicas e privadas. Ainda sob o olhar fascinado com a riqueza e o potencial da cultura pernambucana, relatamos as ações desenvolvidas junto a seis comunidades artesãs num espaço de tempo de cinco anos. O desafio era unir o saber e fazer acadêmico e popular pela força de projetos coletivos, entendendo a parceria como meio para realização e a cultura como um fator impulsionador de desenvolvimento e transformação social. Agora apresentamos uma versão mais amadurecida das experiências do Laboratório, talvez mesmo redirecionada para um olhar mais introspectivo de autoavaliação e renovação, reconhecendo nossas limitações diante do contexto social, cultural, tecnológico, econômico e político que envolve a todos, academia e sociedade. Após duas décadas de atuação, atingimos uma outra maturidade na gestão, no modelo de intervenção, aprendemos a melhor mediar, escutar, relevar, lidar com as diferenças, mas sobretudo enxergamos a indiscutível importância da dimensão humana. As transformações que observamos ao longo desses anos não tratam somente das pessoas que formam as comunidades artesãs, envolvem todos aqueles que atuam, especialmente a equipe do Laboratório – professores, técnicos, estudantes que ao serem impactados e impactarem outras realidades, se autoquestionam e buscam novos significados para dar melhor sentido a suas ações. Por isso, esta narrativa traz no protagonismo a voz do imaginário, aqueles que hoje e ontem colaboraram para redigir essa trajetória. É justo reconhecer a importância da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe no fomento à cultura pernambucana e, por seu intermédio, fica o agradecimento ao Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura pelo apoio à edição deste livro. Também fica o muito obrigado aos imaginários, como nos referimos a todos aqueles que passaram e permanecem na equipe do Laboratório, aos apoiadores e, sobretudo, aos artesãos – grandes parceiros desta longa jornada.

Apresentação

​Universidade Federal de Pernambuco

Reitor Alfredo Macedo Gomes

Pró-Reitora de Pesquisa Carol Virgínia Góis Leandro

Pró-Reitor de Extensão Oussama Naouar

Diretor de Cultura Hélio Pajeú

Laboratório O Imaginário

Coordenação Ana Andrade e Virgínia Cavalcanti

Equipe Ana Carolina Reis, Danyelle Marques, Erimar Cordeiro, Germannya D’Garcia, Tibério Tabosa, Vinicius Botelho, Zélia Dutra

Colaboração

Revisão Luiz Emanuel Limeira de Melo

Projeto Gráfico Zoludesign

Fotografias Danyelle Marques, Eupídio Suassuna, Felipe Soares, Gilvan Barreto, Luca, Tim Neufert, Vinicius Botelho, Vinícius Lubambo

Apoio

Realização

Incentivo

Onde estamos

Centro Cultural Benfica
Rua Benfica, 157, Madalena 
Recife/PE - Brasil

CEP: 50720-001

 
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